.**SOBRE JOSÉ COSTA **
Olá! Sou o José Costa, Psicomotricista, Terapeuta de orientação Psicanalítica e Terapeuta Psicocorporal, sediado em Setúbal, atendendo em Palmela e no Barreiro. A minha experiência profissional conta com 12 anos e tem-se dividido entre as áreas da Saúde Mental e da Educação Especial (crianças, adolescentes e adultos).
Pensar o sofrimento psíquico na contemporaneidade exige ir além da dicotomia clássica entre mente e corpo. O trabalho terapêutico que desenvolvo parte de uma premissa fundamental: **o corpo não é apenas o veículo da nossa existência, mas sim a via régia para aceder ao inconsciente, para promover a autorregulação da nossa energia vital e a resolução do trauma**. Ao conjugar a Psicomotricidade, a escuta Psicanalítica e a Terapia Psicocorporal, proponho um espaço de escuta e intervenção onde o discurso verbal encontra a sabedoria silenciosa do corpo, permitindo aceder a dimensões profundas da subjetividade que a palavra, por si só, muitas vezes não alcança.
Inspirado nas máximas de Lacan de que “o inconsciente é estruturado como uma linguagem” e de Wilhem Reich de que “a história do indivíduo está gravada no seu corpo”, entendo que aquilo que muitas vezes não conseguimos expressar por palavras fica guardado no corpo, manifestando-se — de forma silenciosa ou sintomática — nas tensões musculares crónicas, que, por sua vez, correspondem a bloqueios da nossa energia vital. Muitas das nossas dores mais antigas, ansiedades difusas e padrões de sofrimento repetitivos não nasceram no campo da linguagem. Os chamados traumas pré-verbais ocorrem numa fase da vida em que o cérebro e o psiquismo ainda não dispõem de palavras para nomear e dar sentido ao que estava a acontecer. Estas experiências ficam gravadas na memória implícita — uma espécie de registo somático e visceral- que continua a influenciar o nosso presente, manifestando-se insidiosamente através de tensões crónicas, bloqueios emocionais, reações automáticas e uma sensação difusa de mal-estar, sem que consigamos explicá-los racionalmente. O sofrimento/ angústia que resulta do trauma pode manifestar-se de diversas formas: a ansiedade acelera e desregula o sistema nervoso autónomo; a depressão drena a energia vital, pesando nos membros e entorpecendo a vitalidade; o trauma fixa-se na memória corporal, mantendo o corpo em constante estado de luta, fuga ou congelamento, etc...
O meu papel é acompanhá-lo(a) com respeito, empatia e rigor técnico neste percurso de reencontro consigo mesmo(a) para que possa realizar a mudança na direção que considera ser a melhor para si. **Mais do que apenas compreender a sua história com a mente (a parte racional), o objetivo é permitir que o seu corpo também possa expressar, libertar e integrar “Isso” que há tanto tempo pedia passagem.** Ao unir a técnica verbal e a intervenção mediada pelo corpo, criamos condições para que o organismo descarregue o excesso de energia bloqueada/tensão traumática e complete respostas de defesa que ficaram interrompidas no passado. Trata-se de uma abordagem terapêutica integrativa que conjuga a escuta profunda da Psicanálise com técnicas de mediação corporal, expressivas e projetivas (oriundas da Psicomotricidade e Psicoterapia Corporal) tornando o processo terapêutico não apenas cognitivo/racional, mas também experiencial/vivencial, unindo o abstrato ao concreto, a mente ao corpo, a palavra ao sentimento, a emoção à sua expressão. Destina-se a quem procura não apenas gerir ou eliminar os seus sintomas, mas antes compreender a origem dos mesmos e ressignificar a sua história através de uma vivência corporal plena, restabelecendo pontes entre o que se sente, o que se pensa e o que se expressa, para que possa voltar a habitar o seu corpo com maior equilíbrio, autenticidade, confiança e alegria, construindo (como diria Alexander Lowen) um caminho para uma saúde vibrante!
**.O QUE TORNA ESTA ABORDAGEM TERAPÊUTICA DIFERENCIADORA?**
Visado facilitar a transcendência e autorrealização do cliente, esta abordagem integra técnicas/estratégias/dinâmicas verbais e não-verbais, aumentando, assim, o seu grau de eficácia comparativamente a outras abordagens terapêuticas que enfatizam exclusivamente o verbal em detrimento do corporal (ou vice-versa). Pois convém relembrar que, de acordo com o psicólogo Albert Mehrabian, bem como diversos estudos na área da Linguística, apenas 7% da comunicação é verbal face a 93% da comunicação que é não-verbal. Além disso, sabemos hoje (por intermédio de especialistas do trauma como Peter Levine, Bessel van Der Kolk, Stephen Porges, Gabor Maté) que o trauma, embora tenha as suas dimensões psicológicas, é, no fundo, um problema fisiológico cuja resolução passa essencialmente pela regulação do sistema nervoso autonomo (equilibrar o simpático e o parassimpático).
Contudo, esta abordagem não trabalha exclusivamente com o corpo em detrimento da fala. A Psicoterapia Corporal tem uma forte componente psicanalítica e também faz uso de uma escuta ativa ou da atenção flutuante como contrapartida da associação livre do cliente na exploração do seu inconsciente. Citando Ricardo Rego, uma analogia que pode ajudar a compreender esta abordagem é o piano: as teclas brancas representam o trabalho verbal, a linguagem, a elaboração simbólica, a ressignificação da história pessoal, identificação de crenças e padrões (emocionais, cognitivos, comportamentais) que se repetem nas relações e diversos contextos que permeiam o quotidiano; as teclas pretas correspondem às técnicas de mediação corporal, que visa regular o sistema nervoso autónomo (equilibrado o simpático e o parassimpático, promovendo a descarga energética pela via motora ou criando limites corporais para contenção energética, etc.), promover a consciência corporal (identificar tensões musculares, alterações no padrão respiratório e saber relacioná-las com determinados estados mentais/afetivos),etc.. Portanto, o terapeuta compõe a sua música usando as teclas brancas (verbal) e pretas (corporal), conforme a necessidade de cada caso. Ao explorar o inconsciente através destas ferramentas integradas, o que antes estava oculto e gerava mal-estar/sofrimento torna-se consciente, devolvendo ao cliente a capacidade de se apropriar da sua própria história, bem como a capacidade de habitar o seu corpo de uma forma mais equilibrada e integrada.
**.PROCESSO E ABORDAGEM**
Numa fase inicial o objetivo é construir em conjunto com o cliente a Aliança Terapêutica que consiste, essencialmente, em três aspetos:
1) estabelecer um acordo/uma concordância (entre o terapeuta e o cliente) relativamente aos objetivos terapêuticos (identificar aquilo que o cliente quer mudar ou alcançar);
2) estabelecer acordo relativamente às tarefas terapêuticas (identificar aquilo que o cliente deve fazer para alcançar os objetivos);
3) criar um clima de confiança, no qual o cliente se sinta seguro a falar sobre si e sobre aquilo que o trás à consulta.
Portanto, nesta fase inicial é expectável que o cliente seja convidado a identificar a queixa que o trás à consulta, a explorar o seu historial clinico e história de vida, identificar as suas necessidades e problemas atuais, bem como identificar recursos internos e externos; explorar as suas expectativas relativamente a esta terapia; caso o cliente tenha dúvidas, será fornecido um racional teórico/uma explicação no que consiste a terapia psicocorporal e a importância de articular expressão corporal com a expressão verbal.
Embora a Aliança Terapêutica esteja sempre sujeita a revisões, após esta fase inicial, à medida em que decorre o processo terapêutico, vamos monitorizando e avaliando em conjunto se o cliente se encontra mais próximo ou mais afastado dos objetivos a que se propôs na fase inicial, de forma a ser possível ir realizando os devidos ajustes para que o cliente alcance a meta desejada. Todo o processo terapêutico será realizado ao ritmo do cliente e sempre respeitando o seu grau de tolerância.
Será sempre o cliente que decide quando deve terminar a terapia. Idealmente, um dos objetivos é que durante o processo terapêutico o cliente vá aprendendo ferramentas que possa aplicar no seu dia-adia, fora do setting terapêutico e que se torne o escritor da sua própria biografia. Por outras palavras, que o cliente chegue a um ponto que não necessite de mais terapia, porque já se tornou no seu próprio terapeuta.
**. SERVIÇOS e PREÇOS**
-Psicomotricidade (preventiva, educativa, terapêutica): 45€
-Terapia Psicocorporal Integrativa: 45€
Visitas ao domicílio: 60€
-Tempo/duração das Sessões: uma sessão habitualmente dura cerca de 60 minutos, mas dependendo de cada caso pode variar entre 60 a 90 minutos.