**🌿 O meu percurso**
Estudo e pratico yoga desde 1999 e ensino há 22 anos. O encontro com o yoga foi o início de uma relação profunda com o corpo, o movimento e o conhecimento — uma relação que continua viva e em transformação.
A minha formação de base em Design ensinou-me a observar relações, estruturas, espaços e formas. Mais tarde, a formação como Técnica de Fisioterapia e Massagista de Reabilitação aproximou-me da anatomia, da biomecânica e do toque. Durante quatorze anos, dediquei-me também aos estudos védicos, encontrando neles uma dimensão de conhecimento que acompanha a minha vida, a minha prática e a forma como ensino.
O meu caminho levou-me a estudar e praticar com diferentes professores em Portugal, no Brasil, Estados Unidos e em França. Aprofundei o Haṭha Yoga através de diferentes abordagens, entre elas Iyengar Yoga, Ashtanga Yoga e Yoga Terapia. Nos últimos anos, a Educação Somática pelo movimento, a Anatomia vivencial, o Yoga Sensível ao Trauma e o Neurosomatic Mindfulness abriram novas possibilidades de investigação e transformaram profundamente o meu olhar.
**✨ A minha abordagem**
Durante muitos anos, procurei compreender e corrigir o corpo para que este alcançasse a forma do āsana. Com o tempo, comecei a reconhecer que uma prática demasiado orientada pelos métodos e pela correção pode perder sensibilidade e afastar-se da singularidade de quem pratica.
Hoje, interessa-me investigar o corpo não como algo que precisa de ser moldado, mas como um lugar que pode ser permitido; não como algo a comandar, mas como uma realidade viva que merece ser escutada.
Nas minhas sessões, a prática começa pela atenção. Exploramos o apoio, o peso, o tónus, a respiração e as relações entre as diferentes partes do corpo. Algumas propostas são conduzidas de forma precisa; outras abrem espaço à curiosidade, à escolha e à descoberta pessoal. O silêncio, a pausa e a repetição permitem reconhecer o que se transforma sem impor um resultado.
**🌀 A intenção que guia o meu ensino**
Procuro criar condições para que cada pessoa possa sentir-se por dentro, reconhecer os seus próprios recursos e encontrar formas mais conscientes e livres de se mover. E dessa forma a liberdade pode ser compreendida não como algo a alcançar, mas como aquilo que já existe e se encontra disponível a todos.
O corpo não é uma forma a corrigir, mas um lugar a escutar.
Desde 2016, dirijo a Casa Bhūmi com o meu marido, um espaço dedicado ao yoga como caminho de conhecimento, presença e relação com a vida.